Mortal Engines é uma obra literária distópica, passada em um mundo pós-apocalíptico cujos recursos naturais eram cada vez mais rarefeitos e no qual a maior parte das conquistas tecnológico-científicas da humanidade se perdera após a já distante “Guerra de 60 Minutos”. Nesta realidade não mais existe o Estado Nacional e cidades inteiras acabaram sendo transformadas em veículos – as Cidades-Tração – que ainda exploram os recursos naturais continentais e consomem-se umas às outras sempre que tem a oportunidade, muito embora o planeta já tenha estabilizado seus ciclos e esta solução, agora, mais prejudique leve em direção à alguma solução. Na obra, um grupo denominado a Liga Anti-Tração, trabalha para parar as cidades, acabando com o consumo excessivo de recurso por parte das Cidades Estado e com o “Darwinismo Municipal”, conceito que deu origem às metrópoles em movimento. O romance apresenta Londres como a principal Cidade-Tração, uma sociedade dividida numerosas Guildas, das quais as mais importantes são a dos Engenheiros, dos Historiadores, dos Navegadores e dos Mercadores.Livro 2 : O Ouro do Predador:
Após os acontecimentos do primeiro livro, Thomas Natsworth junto de Hester, passam a serem donos do Jenny Haniver, o dirigível de Anna Fang e de posse do dirigível, passaram a fazer serviços de transporte de material e de comercio aéreo entre as cidades moveis. Sendo agora um dono de dirigível, eles passam a frequentar a cidade aérea de Airhaven, ponto de encontro dos pilotos. Sem muito trabalho disponível e precisando de dinheiro, eles acabam aceitando o serviço de transportar um homem chamado Professor Pennyroyal, famoso por ser escritor de livros. Enquanto isso, em Airhaven, um mensageiro da cidade tracionada de Arkangel tenta convencer os pilotos a informarem a localização de alguma cidade tracionada em troca de pagamento, sendo este conhecido pelos pilotos como o “ouro do predador”.
Quando o Jenny Haniver está voando levando o Professor como passageiro, ele acaba sendo atacado por uns veículos aéreos da Tempestade Verde, um grupo fanático relacionado a Liga dos Anti-tracionistas. O Jenny Haniver Faz um pouso de emergência na cidade tracionada de Anchorage, na área do mundo congelada, conhecida como o Deserto de Gelo. Esta cidade é comandada por Freya Rasmussen, chamada de Magravina ( a líder da cidade que supostamente ouve os deuses do frio ) e a população desta fora quase completamente dizimada por uma peste, sobrando poucos habitantes que acreditam na existência de fantasmas.
Freya, que é jovem, parece demonstrar um interesse romântico em Tom e como é leitora dos livros do Professor Peenyroyal, acredita que fora um aviso dos deuses a presença do Professor na cidade e eles devem prosseguir para a America, que o Professor descreveu como um lugar recuperado da Guerra dos Sessenta Minutos, contendo grandes florestas, diferente do local desértico que os estudiosos acreditam que seja.
O Professor reluta em permanecer na cidade, colocando em duvida a veracidade de seus livros, mas não consegue uma maneira de sair da cidade. Enquanto isso, os habitantes da cidade garantem que estão vendo fantasmas na mesma.Este livro expande o universo criado inicialmente no livro Mortal Engines, não precisando exatamente da leitura deste anterior, porem esta leitura deixa mais claro alguns detalhes. Algumas coisas que ficavam na duvida no livro anterior sobre o funcionamento das cidades tracionadas ficam mais claros aqui nesta publicação. Algumas partes do mundo que não eram citadas foram melhor detalhadas como a parte congelada no norte do mundo e as cidades que se deslocam no gelo.
A mecânica da caçada das cidades ganham mais alguns detalhes como o fato da cidade de Arkangel possuir emissários que oferecem dinheiro para a localização de outras cidades, para evitar ter que ficar se deslocando continuamente procurando estas e na própria caçada, a atuação de veículos aéreos para persuadir a cidade caçada a se render ou para diminuir a velocidade desta ( atacando o tracionamento ou os motores da cidade ). Também alguns eventos que possam ocorrer com as cidades são citados, tais como afundar no gelo e a cidade virar por causa de terreno.
Outra duvida que havia, era a questão do combustível das cidades. Neste há citações sobre os produtores de combustível.
O livro também acrescenta outros grupos de personagens que não apareceram no livro anterior e explora mais outros citados mas pouco desenvolvidos como por exemplo A Liga Anti-tracionista.
Muito é citado de maneira sutil.
O Livro continua com a leitura fácil por ser infanto-juvenil e é rapidamente lido por quem é acostumado a leitura. Nesta vez a tradução já não sofreu tanto quanto no livro anterior.
Recomendado para quem gosta de ambientação futurista low-tech ou ambientação mais voltada a steam-punk.
Livro 3 : Maquinas Infernais:
Tom e Hester vivem felizes na cidade estática de Anchorage, cujas engrenagens enferrujadas já não funcionam há muitos anos. Sua filha Wren, ao contrário, deseja desesperadamente fugir dali, e um charmoso pirata submarino parece pronto a ajudá-la. Em troca, ele pede a Wren que roube um artefato misterioso, escondido na biblioteca da cidade, o que acaba arrastando a garota para um mundo que ela nem sequer imaginava que poderia existir. Mal sabem eles que este objeto roubado pode gerar um conflito de proporções inimagináveis, capaz de dividir o mundo ao meio.
Ellen Fernanda

Nenhum comentário:
Postar um comentário